domingo, 21 de junho de 2009
Retalhos
Amar é passar a vida inteira se procurando e se perder para um cara menos interessante que você.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
A Caneta que só escrevia coisas úteis
Um jovem artista preambulava pelo mercado a procura do instrumento para sua próxima obra.
Cansara-se dos pincéis e procurava algo diferente. Obteve péssimos resultados utilizando diz de cêra. Além de despertar a ira das professoras de escolinha. Agora, com a nova tentativa, pretendia começar devagar: com papel, uma tela quem sabe. Deixaria de pintar muros por um tempo.
Enquanto analisava os diferentes lápis e suas propriedades, o velho boticário o abordou. Todos diziam que era louco e que, portanto, era melhor não contrariar.
- Está procurando por isso? – Com ar de triunfo, o boticário abriu a palma da mão, onde jazia uma caneta antiga.
- Não, obrigado. Eu sou pintor, preciso de algo que me ajude a colorir. – Evitava olhar nos olhos dele, quando lembrou o conselho da mãe. “Meu filho, não vá pelo caminho da floresta, vá pelo caminho do lago. E, lembre-se, não contrarie velhos boticários”. Ele já havia atravessado a floresta, sido perseguido por lobos, e salvado uma jovem de vermelho de velho um lobo malvado. Agora, com a mãe morta, sentia que devia seguir seu último conselho. – Está bem. – Decidiu com relutância. Deixe-me experimentar a caneta.
O velho entregou-lhe a caneta, com que ele assinou no primeiro pedaço de papel que viu sobre o balcão da papelaria. A figura do velho, magra, corcunda e engilhada, também pesou em sua decisão.
- Não funciona! – Irritou-se o artista.
Sorrindo, o velho aproximou-se com sua cabeleira branca desgrenhada. – Não funciona por que ela é mágica. Só funciona para se escrever coisas úteis. Roubou furtivamente um cheque do talão contido no bolso do rapaz e o apoiou sobre o balcão da papelaria. – Assine aqui.
Sem pensar muito, com a pressa de o velho ir embora, o pintor assinou o cheque. E o traço foi da caneta saiu limpíssimo e de um azul muito escuro.
Antes que o rapaz refletisse sobre o que se passara, o velho boticário já havia puxado o cheque pra si e sumido, deixando apenas a caneta.
Ao chegar em casa, o rapaz não podia estimar o valor que a caneta custara, posto que o sábio boticário poderia usar seu cheque como bem entendesse.
Conformado, resolvera usar a caneta em pelo menos uma obra.
Debruçou-se sobre o papel e principiou a rabiscar. Várias formas surgiram sobre o papel, em toda a sorte dos tons de azul, já que a caneta falhava quando ele queria suavidade, e funcionava quando ele precisava de traços fortes.
Muitas outras obras foram produzidas com a caneta que só escrevia coisas úteis.
Sua primeira exposição foi um sucesso, fotógrafos e artistas ilustres vieram prestigiá-lo e, em breve, email com suas obras eram enviadas como corrente para todas as partes do mundo, e ele não era famoso apenas na Europa, mas em todo o ocidente.
A rainha da Inglaterra viera lhe visitar. Ela recebera um spam que continha “Peixinhos Dourados”, uma de suas primeiras obras com a caneta mágica.
Após avaliar cada quadro, a rainha perguntou por sua esposa e, ao saber que era sozinho, retrucou: – Um homem precisa de uma companheira com quem compartilhar seu sucesso. Pense nisso. – E ao concluir, se retirou.
Concatenando sobre as palavras da rainha, Joshua – nosso pintor até agora anônimo – decidiu sair em busca da esposa perfeita. Numa manhã de domingo, perfurmou-se antes de sair de casa e, ao abrir a porta, deparou-se com Cleménce, a filha do açougueiro pendurava as roupas no varal, do outro lado da rua. Era perfeita! Casaram-se na segunda-feira. Em sua noite de núpcias, Cleménce pediu que ele a desenhasse nua, como num lindo filme sobre um navio, que ela vira na sessão da tarde.
Joshua achou essa proposta muito cliché, mas, não podendo declinar aos desejos de sua dama, obedeceu, revelando à esposa o segredo da caneta mágica.
O segredo agora seria compartilhado com sua esposa, tal como a glória e o prestígio. Cleménce ficou encantada com a caneta, e jurou segredo eterno.
Acontece que Cleménce tinha uma amiga, Bárbara, com quem assistira ao filme, e pra quem precisou mostrar o desenho, e revelar o mistério da caneta.
Bárbara precisava contar para a prima Berta, que contou para a cunhada, Tina, que contou para a manicure, que contou para as colegas Lice e Carol, que contaram, respectivamente, para a mãe e para o namorado.
A mãe de Lice, maravilhada, contou para toda a família.
O namorado de Carol pouco se interessou.
Lice tinha uma família grande.
Cedo, outra corrente de emails circulou pelo globo, dessa vez delatando o segredo de Joshua Baudin.
As pessoas ficaram injuriadas pela farse de Joshua, que descobriu ter sido desmascarado quando a rainha em pessoa fora a seu atelier para lhe dar um tapa. Madonna e Dalai Lama tiveram a mesma reação.
Arruinado, Joshua estava prestes a dar uma surra na Dalila que o esperava em casa. Antes, porém, de chegar à casa, parou para apreciar a confusão que tomava forma em frente a um estádio. Era ano de olimpíadas, que a França sediava, e o estádio estava cercado de pessoas do mundo inteiro.
Ele nunca fora a favor de trazer as olimpíadas para sua cidade - Pensou, enquanto apreciava o arranca-rabos. Foi quando ouviu uma voz conhecida.
O velho Boticário estava discursando em frente ao estádio, e, portanto, com total cobertura da BBC e da CNN.
"O Rapaz Joshua Baudin, conhecido pela sua caneta mágica e obras de arte abstrata, não é o mal-caráter charlatão descrito no email que recebi ontem à noite em meu gmail. Mas sim, um jovem artista muito talentoso que só precisou de um conto de magia, para dar início à sua carreira promissora. Há anos que tento vender aquela caneta. Quando o vi, sabia que ela lhe serviria, ainda que falhosa. E graças a ele, agora eu posso descansar em paz." – Dizendo isso, o velho sacou sua passagem para o Hawaí, compradas com o cheque de Baudin.
Desfeito o mal-entendido, Joshua fora convidado para várias exposições de arte, a maioria patrocinada pela Google. Não tivera tempo de se irritar com o velho pois, pensando bem, ele fora de grande ajuda. A tinta da caneta acabou, mas a carreira de Joshua estava só começando.
p.s: Cleménce não apanhou, mas foi morar com Bárbara, a única que a perdoôu após a confusão.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
O Novo Conto da Maçã
Certa vez, um pastor encontrou, escondido numa gruta, o Livre-arbítrio. Até ali, tudo o que ele tinha feito era vagar pela terra, desempenhando a sua função na sociedade, como lhe foi designado, e temendo aos deuses do Olimpo, como não podia deixar de ser. De posse do livro-arbítrio, decidiu - e essa foi sua primeira decisão - entrega-lo à humanidade. Distribuindo-o igualmente, em forma de liberdade. A humanidade, de posse dele, fez – e essa foi a sua primeira reação - coisas muito ruins. Com base no poder e na força, destruiu a igualdade que residia em seus lares, a ganância e a violência são algumas consequências. E para castigar a humanidade, Hera* a privou, por tempo indeterminado, da razão de viver. A deusa Atena foi completamente afastada dos seres humanos, por achar a decisão de Hera cruel demais. Mas não resistindo a tentar lhes contar o segredo, deixou uma mensagem no ventre de cada mulher. De modo que toda criança traga consigo uma inspiração da Deusa. E assim nasceu o porquê. A humanidade, para recuperar seu sentido, precisa restabelecer a igualdade adormecida e aniquilar os novos monstros que aprisionam nossa consciência: a Ignorância, a Dúvida e o Vazio. O porquê é a única arma que temos na luta pra resgatar o Sentido, perdido no espaço.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
A Conta
A conta é um objeto miúdo, redondo, colorido ou não, bonito sempre, definido pelo dicionário por “miçanga”, mas o dicionário não entende nada de contas.
Essa era ousada, a que estava na minha mão. Olhou-me meio ladina, me destratou, não gostei dela, não. Foi pro chão. Foi lá que ela começou a girar, e o brilho dela foi ficando mais intenso, e estava claramente irritada, mas eu não aceito provocação. Com a ponta fina do escarpam dei-lhe um leve toque, um empurrãozinho, e a conta voou para a escada, e ela girava enquanto o fazia, queria me desfilar suas acrobacias, penso que fiz até mal em dá-la tanta liberdade.
Chegando à escada, aí que a pequena me espantou. Ensaiou um pulo rumo ao andar de baixo, voltando, amedrontada – aposto. Agora ela girava em torno de si e em torno do nada que precedia a escada, estando na iminência de cair por várias vezes, unicamente para que eu me assustasse. A Conta pensa que eu ia sentir-me mal por tê-la chutado, ai conta miserável, pois eu queria era ver a queda. Ajoelhei perto da escada e assisti – visão aérea – ao espetáculo da conta saltitante, que começando a ficar oscilante, decidiu por saltar de vez.
E foi um salto mortal, daquele de ginasta em olimpíada, que solta um “ó” da platéia que, no caso, era eu – de boca entreaberta. Por isso que conta não participa de competição! Sempre tive essa curiosidade, e mamãe nunca soube responder. Deu cada cambalhota rumo ao degrau seguinte que eu cheguei a me arrepiar. E conta não morre, não? Não tem dor de cabeça, não sente enjôo de rodar assim? Porque eu me rendo logo, mais às dores do que à morte, felizmente.
A seqüência de arcos que ela descreveu no ar, eu não sei descrever no papel, mas posso afirmar que foram muitas e muito graciosas. Meus olhos as descreveram ao mesmo tempo, não desgrudavam da tal da continha. Fato que eu não percebi na hora, mas que deduzi por fim, é que eu me levantei e fui descendo a escada ao passo – ao salto – da Conta, porque quando ela concluiu sua apresentação, eu já estava lá na sala, vendo-a girar pelo chão até bater no rodapé e rodopiar em direção ao espelho. O que foi mais um de seus saltinhos, como é que um rodapé ia atirar uma conta sobre a penteadeira da sala?
O que sei é que ela chegou lá, e olhou-se pálida, perolada, e desequilibrada. Pareceu um passo falso, e ela tornou a cair. Aí sim, ela me olhou mais expressiva, era o sonho da Conta, coitada, e eu pensando que ela era desaforada mesmo, só queria atenção e espaço pra ter seu próprio espetáculo descrito de forma sucinta e prática, mas memorável. E na queda ela terminou de me embasbacar, e girou e caiu e quebrou e fez tudo o que uma conta não faz por um conto.
N.A: A autora nunca dialogou qualquer ser inanimado, parece gozar das perfeitas faculdades mentais e, particularmente, não gosta de contas.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Sophie
Ficava dentro de uma casa, como não podia deixar de ser. Uma casa de taipa, cuja madeira pintada de azul encontrava-se descascada e corroída pela traça do tempo. A sala era pequena e entupida de sofás, onde nobre cavalheiros como eu esperavam a própria vez. Ou a minha vez. Quem sabe se eu caísse morto e desistisse… Mas a sala já havia sido atravessa, tal como o corredor estreito, de onde ouvia-se a gota de chuva socar as telhas e beijar suavemente as janelas. Uma senhora de boca de peixe e que cheirava a perfume francês falsificado me guiou até sua porta. E das frestas já saiam luzes rosa-avermelhadas. Sophie abriu a porta silenciosa, e moveu-a lentamente, para que eu me adaptasse ao ambiente que surgia na minha frente, tão distante da madeira azul e das gotas de chuva. As paredes cor-de-rosa seriam mais claras não fossem os lenços que envolviam o lustre, formando feixes de luz róseos, rubros e alaranjados. Estes coloriam a mobília e os lençóis da maior cama que eu já vi. “Um cliente por vez, hein?”. Mas nem cor nem móvel daquele quarto me tiraria a atenção de Sophie. Dos seus olhos grandes e escuros, tão infantis que te levam a perguntar o que ela faz nessa vida. Seus cabelos eram negros, ainda assim mais claros que os olhos. Com certo volume e comprimento até a cintura, emolduravam uma escultura de mármore. tão branca e bem talhada que mais parecia a própria Afrodite, coberta de seda japonesa, para nos afogar em curiosidade. Ao passo que dei para dentro do quarto, exibiu um sorriso tímido num semblante triste. Por mais cativado que estivesse por seus olhos de menina, maior era a certeza de que, se essa era a vida dela, nunca mais gastei dinheiro tão bem empregado!
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Hanna em Heatherfield [Witch]
Sawyer sem Twain
Era tão óbvio. Final de quadribol, Grifinória x Sonserina, nem Alice, que não nutria qualquer interesse pelo esporte, seria capaz de esquecer. Chegando à sala comunal, também não encontrou ninguém. Tentou, por fim, a biblioteca, mas estava encontrava-se fechada para a partida de quadribol. Inacreditável. I-na-cre-di-tável. Odiando Madame Pince, a garota seguiu para o estádio. O tempo de veraneio dispensava agasalhos adicionais, e ela não precisou voltar ao dormitório antes de deixar o castelo. Procurou um lugar para sentar-se, o que foi um pouco complicado, uma vez que o estádio estava dividido entre sonserinos e grifinórios, e Alice malmente se encaixava entre os outros Corvinais.. Acomodou-se numa cadeira no exato limiar, entre as torcidas grifinória e sonserina, de onde julgou que teria completa visualização do jogo.
Como se isso importasse... Alice não entendia nada do esporte e continuaria sem entender mesmo que fosse jogado em câmera lenta! A partida ainda não havia começado, pelo menos isso, ela foi capaz de notar. Mas os jogadores já se dirigiam para o gramado com suas vassouras, e a narração começara.
Sawyer acordou cedo naquele dia, seria a sua primeira partida de quadribol como capitão. Teriam que enfrentar a Grifinória, o melhor time da escola depois da Sonserina, sempre dizia o garoto. Sawyer já jogava no time desde o 3º ano, logo, não era o jogo que o deixava nervoso, adorava quadribol, e principalmente, adorava a sua posição de apanhador. Ganharam no ano retrasado, no ano que o garoto entrou no time, mas perderam no ano passado, ano em que James Potter se tornou capitão. Haviam cinco anos que a Grifinória e a Sonserina pareciam se revesar na vitória da copa. Esse ano era da Sonserina. E seu novo capitão era Sawyer. Não seria apenas uma partida de quadribol, seria A partida de quadribol. Seria Sawyer contra James, apanhador contra apanhador, capitão contra capitão. Ele sabia que tinham que vencer, e que do outro lado do castelo, o capitão da grifinória estaria pensando a mesma coisa, imaginando que tinha que ganhar de Sawyer. Depois do café reforçado que o garoto fez todos os jogadores tomarem, e das provocações habituais com os marotos e demais grifinórios, era hora do jogo. da vitória de Sonserina. da vitória de Sawyer. Passaram o plano de jogo mais uma vez, antes de começar. Para vencer a grifinória era necessário toda a habilidade dos batedores, agilidade dos artilheiros, concentração do goleiro e muita velocidade do apanhador, Sawyer. Seu plano para vencer James era animar muito o garoto, deixa-lo confiante, pois quando estava por demais confiante fazia muitas acrobacias e se desconcentrava um pouco do jogo. Essa era a brecha. Era hora de entrar todos se encaminharam ao campo, foi um misto de vivas e vaias, como sempre e uma garota negra narrava o jogo - Começa o jogo! Sonserina sai com a goles. Os artilheiros da sonserina faziam acrobacias e se revesavam com a goles, exibindo-se, Sawyer não aguentou: Hei! será que dá pra prestar atenção no jogo! James Potter ria ao seu lado. - que belo time você tem, heim, Knightheart.. Logo depois um balaço atingiu a goleira da grifinória, e ela caiu da vassoura. O mais impressionante, é que era um balaço arremeçado pelo batedor da própria grifinória, era para acertar o artilheiro da sonserina. - Há! pelo menos o meu time não comete falta nele próprio! gargalhava o garoto. James apenas o lançou um olhar furioso, e nesse exato momento, o pomo parou bem na frente dos dois rapazes, e saiu a toda velocidade, James e Sawyer o seguiram, estavam muito rápidos, lado a lado. O pomo parecia brincar com eles, voava em zigue-zague, ora muito alto, ora muito baixo, e os dois sempre atrás, Sawyer nem sabia mais o que estava acontecendo no jogo, até ouvir a narradora dizer: - Gifinória na frente por 120 à 70. estavam perdendo? incompetentes... De repente o pomo deu um mergulho muito veloz, e os garotos o seguiram com igual velocidade, qualquer pessoa com uma leve disposição a enjôo já teria vomitado a muito tempo, mas Sawyer estava acostumado a voar, crescera na romênia em uma família de domadores de dragões, montava dragões desde criança, uma vassourinha era moleza. Eles aceleraram, agora James estava um pouco á frente, quando de repente o pomo deu um uma curva inesperada, James perdeu o controle da vassoura tentando segui-lo, bateu na parede da arquibancada e caiu no chão, Sawyer, por estar um pouco atrás assim que o pomo terminou a curva e tentou subir de novo, foi quase que direto para a mão direita do garoto, que só precisou se esticar um pouco. e subiu com a vassoura, voando em círculos pelo campo seguido pelo time da sonserina, comemorando. Era a primeira partida do ano, e a vitória foi da Sonserina.
Depois do jogo, todo o time e toda a casa Sonserina foi para o Salão Principal, comemorar.
No começo da partida, Alice sentiu-se tão perdida que por pouco não deixou o estádio. Mas, como não poderia dormir ou estudar com toda aquela gritaria, deu de ombros e resolveu dar uma chance ao jogo. Nada entendia, mas, num dado momento, o pomo de ouro voou a centímetros de seu nariz. Após um leve susto, ela passou a acompanhar a pequena bola alada, não compreendia o resto da partida, então, tratou de concentrar-se nos apanhadores, sem saber para qual deles torcer. Um batedor da grifinória atingiu a própria goleira, o que fez Alice arredar-se um pouco para o lado da torcida da sonserina, incrédula. Ainda via o pomo, tal como os apanhadores, que o perseguiam com tal ferocidade que chegavam a assustar. A moça nunca teve grande entendimento com a vassoura, usava-a apenas em momentos de estrita necessidade, e vê-los tão acrobatas no ar começava a lhe deixar nervosa.
Após muito exibicionismo de James Potter, decidira que estava torcendo mesmo para Sonserina, de modo que, ao fim da partida, já estava usando um cachecol e todos os adereços que o rapaz ao seu lado lhe passara durante a partida, sendo confundida com a vibrante massa verde e prata. Anunciado o placar, Slytherin estava perdendo, o que só a deixou ainda mais inquieta. Passou a gritar e socar o ar junto com todos os outros alunos da sonserina, o menino louro, Knightheart, precisava pegar aquele pomo... E pegou! Alice, junto com o resto da torcida sonserina, levantou-se e urrou alto quando o loirinho bonitinho envolveu o pomo com a mão. Abraçou o garoto do lado, mesmo sem conhecê-lo, quando o time da sonserina, liderado por seu capitão, sobrevoou o campo, comemorando a vitória. Durante os anos de aluna da Beauxbatons, nunca se comovera tanto com uma partida de quadribol.
Ainda pulando e gritando, foi carregada pela massa de estudantes febris, chegando sem ao menos notar, ao salão principal. A decoração era completamente verde e prata, fazendo com que a garota se sentisse na sala comunal da casa. Não vira mais o menino que se sentara ao seu lado, mas também não saberia reconhecer se o visse, em momento nenhum se virou para ele. Um outro aluno muito empolgado colocou-a em suas costas e saiu correndo com ela pelo salão, o que a fez rir alto, pareciam todos loucos, mas estavam apenas felizes, tal qual ela se encontrava. Desceu das costas do rapaz, o salão estava tomado de sonserinos e ela, como mestiça que era, começava a sentir-se deslocada ali dentro. Deixaria o salão. Deixaria, assim que achasse uma saída.
Sawyer... Bom, ele sumiu e eu não sei no nome dele. Mas ele descreveu a partida de quadribol.
