quinta-feira, 10 de abril de 2008

Beatrice Collerman

Beatrice Collerman acabava de desembarcar no aeroporto Bob Hope, Los Angeles. Voara de classe econômica, como sempre fez, mesmo podendo viajar na classe A. Dirigia-se às bagagens sem pressa alguma, e seu saltinho causava um estalido no chão do aeroporto a cada passo. Não colocou os óculos escuros pelos mesmos motivos que os astros e estrelas que chegavam e partiam do aeroporto de Los Angeles, apenas fazia muito sol lá fora. E toda aquela luz deixava Bia com uma ligeira dor de cabeça, leve, mais aguda, que demorava a passar. Pretendia ir direto para casa, o vôo em classe econômica acabara com sua coluna, que já não era favorecida pelo hábito de desenhar toda encurvada sobre o papel, ou sobre a cliente. Para casa... Só naquele momento, pondo as malas no carrinho, que ela parou para pensar que estava de volta a Los Angeles. Após esses 4 anos cursando a academia de Fine Art, da universidade de Campbridge, UK, não voltara aos Estados Unidos nem uma vez. Não gostava, sequer, do país natal. Preferia passar as férias em lugar mais calmo como Hamburgo, Alemanha ou mesmo Paris e Milão, onde já morou durante outros cursos voltados ao estilismo, à moda ou à maquiagem. Beatrice, no momento, podia se dizer satisfeita com sua carreira. Já trabalhara com seus fotógrafos preferidos, já abrira sua própria grife, mas agora queria voltar ao cinema, que era sua grande paixão. A loja, ela fechou, agora só desenha por encomenda, ou por diversão. Apesar de desenhar moda, a moça não se importava muito com o que vestia, e depositou as malas no carrinho com certa displicência, já a pasta, que continha todos os seus mais novos croquis e as últimas aula da faculdade, carregou contra o peito com o maior zelo que conseguia ter. Podia dizer, sim, que criar arte era sua vida, e nada deixava passar. Até fizera alguns cursos de fotografia, para nunca perder uma maquiagem feita por ela. No seu apartamento em Beverly Hills, uma coleção de books do seu trabalho empilhavam-se sobre uma prateleira destinada especialmente às suas criações. Era lá que guardaria sua pasta de croquis, no escritório a que ninguém mais tinha acesso. Chamou um táxi, como qualquer outro cidadão anônimo. E procurou, dentro de sua maxibolsa de verniz branco, as chaves do apartamento.
O endereço, ela recitou ao taxista num tom entediado. Ligou seu celular, e percebeu que não tinha ninguém para ligar em Beverly Hills. Apesar de subir na carreira e manter contatos profissionais, não tinha realmente nenhum conhecido a quem avisar que estava de volta à cidade. Suspirando, jogou a cabeça contra o banco traseiro do táxi. Logo estaria de volta a seu apartamento, o que não lhe confortava.
O táxi já virara na esquina de sua rua, ela ajeitou o suéter negro e calçou novamente os delicados saltinhos e preparou-se para descer do carro. [i]Cá estamos nós, Beatrice, de volta a Beverly Hills.[/i] – Pensou, desanimada, enquanto o carro parava. Sacou a chave do apartamento e a apertou forte na mão.

Beatrice Collerman [anonimos] - [19 anos] - [solteira] - [Alexis Bledel]

A prima perdida de Yasmin Collerman. Nao sabe da existencia da prima, mas quando descobrir, vai descobrir junto um extremo carinho pela gordinha diretora e uma amizade verdadeira nascerá. É gentil, meiga e estilista de sucesso. Trabalha na Dream World como figurinista e maquiadora, tendo ganhado muitos premios famosos por seu figurino audaciso e diferente.

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